sábado, 18 de abril de 2009

Correio da Cidadania - Frei Betto: Novo modelo de sociedade

Em cerca de 200 anos de predominância do capitalismo, o balanço é excelente se considerarmos a qualidade de vida de 20% da população mundial que vivem nos países ricos do hemisfério Norte. E os restantes 80%? Excelente também para bancos e grandes empresas. Porém, como explicar, à luz dos princípios éticos e humanitários mais elementares, estes dados da ONU e da FAO: de 6,5 bilhões de pessoas que habitam hoje o planeta, cerca de 4 bilhões vivem abaixo da linha da pobreza, dos quais 1,3 bilhão abaixo da linha da miséria. E 950 milhões sofrem desnutrição crônica. Veja na íntegra ...

domingo, 12 de abril de 2009

Andre Rieu: The Blue Danube

Gilmar Mendes e Noam Chomsky: MST


Um dos grandes mistérios da humanidade é entender como uma mesma coisa pode despertar paixões tão diferentes nas pessoas. Vejamos o caso do MST. Recentemente, a imprensa e a sociedade como um todo voltaram a discutir o papel dos sem-terra dentro da sociedade brasileira. O ponto inicial da discussão foi uma declaração do ministro Gilmar Mendes, presidente do STF.
O ministro falou, logo depois de uma série de ocupações de terra no período de carnaval, que o MST cometia ilícitos, e que portanto não poderia receber verbas públicas. Muita gente publicou artigos aproveitando a deixa e classificando o MST como um movimento criminoso. O clima era mais do que propício para isso: numa das ocupações, em Pernambuco, os sem-terra haviam matado quatro seguranças. Alegaram legítima defesa, argumento que não convenceu nem mesmo o presidente Lula.
Para muita gente, portanto, o MST é um movimento a ser repudiado. Mas não para todos. “O maior e mais importante movimento social do mundo”. Essa é a definição do MST de acordo com o linguista norte-americano Noam Chomsky. E, atenção: o ponto de vista de Chomsky não é nada desprezível. Uma eleição recente, com mais de 20 mil eleitores, feita pela revista britânica Prospect, o colocou como o mais importante intelectual do mundo. Teve o dobro de votos do gigante italiano Umberto Eco, segundo colocado na votação.
Chomsky não está sozinho na sua opinião. Muita gente séria acha o MST importante, mesmo indispensável, para a evolução da questão agrária no Brasil e no mundo. Mas por que os pontos de vista podem ser tão diferentes?
O que o MST tem de mais atraente para muitos intelectuais é exatamente aquilo que incomoda o ministro Gilmar Mendes: a sua capacidade de contestação da ordem estabelecida. Daquilo que damos como líquido, certo e imutável. Inclusive, da lei. O MST é, por sua natureza, contestador.
Gilmar Mendes, em sua declaração, agiu como defensor do texto legal. Aquilo que é proibido pela lei nacional não deve acontecer. Ponto. O papel de um intelectual, porém, é muito mais complexo do que isso. Um pensador - e nós, como cidadãos, temos o dever de pensar, sempre, antes de falarmos - deve questionar todo o contexto de uma situação. E aqui, a lei deixa de ser algo escrito em pedra. Ela é parte da equação a ser pensada.
A distribuição de terras no Brasil é, e sempre foi, problemática. O fato de um dos maiores proprietários rurais do país não existir - e ser, na verdade, um “fantasma” com CPF falso usado por grileiros para esconder sua face - diz muito sobre nossa realidade agrária. Há muita concentração de terras. E muita exclusão.
A lei brasileira sobre o tema não é necessariamente ruim. A Constituição inclusive aborda o problema com propriedade. Mas isso, por si só, não fez a reforma agrária andar. E os ruralistas, que dominam um terço do Congresso Nacional, não vão cobrar em público que a lei seja cumprida nesse ponto. Quem faz essa cobrança é o povo. São os próprios sem-terra. Não fosse pela pressão do MST, não fosse pelas ocupações de terra, não fosse pelo questionamento, o assunto continuaria, certamente, a ser jogado para debaixo do tapete, como tantos outros na história nacional. Os pobres continuariam sem acesso à terra. E os latifúndios improdutivos continuariam sendo apenas mais uma maneira de se especular financeiramente. A terra não teria
função social.
Às vezes, alguém no MST comete excessos, como ocorreu em Pernambuco. Mas a história da instituição é maior do que isso. Quem deve ser punido é quem cometeu o crime, não todos os milhares que compõem esse movimento.
Que, não esqueçamos, para o maior intelectual do planeta, é “o maior e mais importante movimento social do mundo”.

Gazeta do Povo, 14.03.2009, Artigo de Rogério Waldrigues Galindo

Frei Betto: A mão invisível

O Mercado é como um deus. Você crê nele, põe fé nele, venera-o, faz sacrifícios para agradá-lo, sente-se culpado quando dá um passo em falso em relação a ele – ainda que a culpa seja dele, como no caso da compra de ações que ele lhe vendeu prometendo fortunas e, agora, elas valem uma ninharia. Continua

quarta-feira, 8 de abril de 2009

BBC Brasil: 'Olhe para Brasília, não para Pequim', diz artigo no WSJ

Um artigo de opinião publicado na edição desta quarta-feira no jornal americano Wall Street Journal destaca que o maior desafio imposto à atual ordem econômica mundial está emergindo do Brasil, Índia e África do Sul, o trio de países que integram o grupo Ibas, e não da China como muitos pensam. Confira ...

terça-feira, 7 de abril de 2009

Paulo Moreira Leite - Colunista da Revista Época: GUEVARA NO CINEMA

Fui assistir Che, de Steven Sorderbergh. É um bom filme, com atores excelentes e uma montagem eficaz.

Sorderbergh é um cineasta claramente capturado pela personalidade histórica de Guevara.

Você sái do cinema convencido de que ele era um sujeito movido pela vontade de mudar o mundo, que acreditava mesmo que seria capaz de melhorar a vida humana e aperfeiçoar a própria humanidade.

A partir do colapso do socialismo real — e antes do colapso do capitalismo em 2008, que terá consequencias ainda imprevisiveis sobre nosso modo de ver o mundo — entramos num período de distanciamento e desencanto diante de qualquer possibilidade de superar os mandamentos da economia de mercado. Poucas personalidades ligadas a idéia de revolução conseguem resistir com boa saúde aos arquivos históricos e muitas retornaram ao debate público na condição como seres criminalizados.

Emboscado e morto na Bolívia, Guevara escapou como lenda histórica.
Se era tudo fingimento e ele iria — ou não — consumar uma carreira de crimes e privilégios, e mesmo de corrupção, não teve tempo.

O que ele fez, enquanto a vida permitiu, foi renunciar às mordomias a que teria direito em
Havana para voltar à selva e à luta de guerrilhas, na África e na América do Sul.

Não é pouca coisa, como mostra a juventude que carrega sua imagem de boina em camisetas, no porta-malas dos automóveis, em capas de caderno, canetas, boinas, no mundo inteiro.

A revolução cubana promoveu melhorias na condição de vida da população, mas foi incapaz de encontrar uma solução duradoura para o desenvolvimento fora da dependencia com a ex-URSS. O regime transformou-se numa ditadura em família depois da posse de Raul Castro como sucessor de Fidel — forma de sucessão que a humanidade rejeita desde 1789, quando o povo frances tomou a Bastilha.

Guevara é parte dessa história, um dos principais responsáveis.

Mas, como indivíduo, ele arriscou a vida em nome de idéias.

Sorderbergh mostra cenas onde o Che promove julgamentos sumários de desafetos. Essas mortes – e as execucões que o Che comandou após a tomada do poder — são condenáveis e devem ser vistas dessa forma. Mas o filme não se demora muito nessa situação. De certo modo, é como se perdoasse Guevara.

Seria ingenuidade, contudo, ignorar inteiramente que a violência política sempre fez parte da realidade daquele périodo e daquela geografia, como se veria antes e depois de sua morte. O próprio Che foi executado quando já fora dominado pelos soldados inimigos e não representava perigo algum a seus captores.

O filme descreve um indivíduo soberano, que tem a ousadia de suas convicções. Na última cena, não mostra um final feliz. Exibe um cidadão tão apegado a determinados princípios que é capaz de preocupar-se com eles num momento em que todos os outros estão ocupados exclusivamente com a tomada do poder.

É como se fosse um homem maior do que a história. É assim que se fazem os mitos.
Dia 07/04/2009

domingo, 5 de abril de 2009

Desenvolvimento sustentável: Solo amazônico não suporta modelo agrícola

Pesquisador aponta, em tese de doutorado na Escola de Engenharia de São Carlos (USP), que o solo da Amazônia não suporta o modelo de agricultura a que está sendo submetido, ocasionando efeitos prejudiciais ao ambiente e à saúde das populações.

Ana Paula Gióia - Agência Fiocruz de Notícias

Veja na íntegra

Natureza ao som do Bolero de Ravel

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Luiz Nassif: Obama sobre Lula: o mais popular da Terra

Da BBC
Obama diz que Lula é ‘o político mais popular na Terra’
Presidente dos Estados Unidos elogia Lula em rodinha de líderes antes de reunião do G20: ‘Esse é o cara!’.

- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira em Londres que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o “político mais popular da Terra”.

Obama fez o comentário em uma roda de líderes mundiais, pouco antes do início da reunião do G20, em uma sala de conferência do Excel Center, em Londres.

Um vídeo da BBC registra a cena em que os dois se cumprimentam. Obama troca um aperto de mãos com o presidente brasileiro, olha para o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, e diz, apontando para Lula:

“Esse é o cara! Eu adoro esse cara!”.

Em seguida, enquanto Lula cumprimenta Rudd, Obama diz, novamente apontando para Lula : “Esse é o político mais popular da Terra”.

Rudd aproveita a deixa e diz : “O mais popular político de longo mandato”.

“É porque ele é boa pinta”, acrescenta Obama.

Veja o video da BBC.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Emir Sader: 1964: democratas e ditatoriais

Vários dirigentes da ditadura ainda andam por aí, junto com seus filhos e netos, dando lições de democracia, sendo entrevistados e escrevendo artigos na imprensa. A imprensa não dirá nada ou tentará, uma vez mais, se passar por vítima da ditadura, escondendo o papel real que desempenhou. (Que tal republicar as manchetes de cada órgão naquele primeiro de abril de 1964?) Na resistência e na oposição à ditadura se provou quem era e é democrata no Brasil. Leia na íntegra ...

"DITABRANDA" conforme a Folha de São Paulo. Será?

Será que a DITADURA brasileira que durou de 1964 ate 1985 foi mesmo BRANDA conforme insinua o Jornal Folha de São Paulo?
Clique AQUI e veja o que diz Dom Paulo Evaristo Arns no prefácio do livro Brasil nunca mais.

sábado, 28 de março de 2009

Emir Sader: A crise e os trabalhadores

Os trabalhadores foram e continuam sendo as vítimas privilegiadas das políticas neoliberais. A instauração do neoliberalismo se fez montado numa imensa virada na correlação de forças entre as classes fundamentais, com um aumento exponencial na apropriação do excedente pelo grande capital às custas dos trabalhadores. Continua ...

quarta-feira, 25 de março de 2009

Josué de Castro: O cresimento demográfico

O mundo pode até duplicar a sua população atual, desde que dê prova de bom senso e procure o caminho adequado para a sobrevivência.A chave desse caminho se encontra na concepção fundamental de que vivemos atualmente num mundo que é um organismo vivo, unitário, onde todas as partes estão indissoluvelmente ligadas, o que significa que, desde que uma dessas partes sofra de fome e esteja ameaçada de morrer e apodrecer na miséria, todo o organismo está ameaçado pela mesma infecção. Continua ...

Artigo de Frei Betto: O Deus mercado pede perdão

Estou gravemente enfermo. Gostaria de manifestar publicamente minhas escusas a todos que confiaram cegamente em mim. Acreditaram em meu suposto poder de multiplicar fortunas. Depositaram em minhas mãos o fruto de anos de trabalho, as economias familiares, o capital de seus empreendimentos.Peço desculpas a quem assiste às suas economias evaporarem pelas chaminés virtuais das Bolsas de Valores, bem como àqueles que se encontram asfixiados pela inadimplência, os juros altos, a escassez de crédito, a proximidade da recessão. Leia Mais

A Teologia da Libertação se propaga, apesar do veto do Vaticano

Leonardo Boff

Roma incorre na profunda ilusão de acreditar que com seus documentos doutrinários emitidos por burocracias frias e distantes da vida concreta dos fiéis conseguirá frear a Teologia da Libertação. Ela nasceu ouvindo o grito dos pobres e hoje a comove o grito da Terra.
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quarta-feira, 4 de junho de 2008

Raposa Serra do Sol: questão de justiça - por Frei Betto

Em 15 de abril de 2005, o presidente Lula assinou a homologação em área contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Este ano, a Polícia Federal, em cumprimento da lei, mobilizou-se para retirar da reserva seis arrozeiros. Os invasores da área, convencidos de que "índio atrapalha o progresso", reagiram com violência, inclusive bombas. Criaram o fato político capaz de induzir o STF a suspender a medida legal e reiniciar o atribulado percurso já transitado pelos três poderes da República.

Roraima abriga pouco mais de 400 mil habitantes num território de 224.298 km² (pouco menor que o Equador). Raposa Serra do Sol é uma área de 1,67 milhão de hectares, situada no nordeste do estado, nas fronteiras com a Venezuela e a Guiana. A área foi demarcada pelo Ministério da Justiça, através da Portaria 820/98, em 1998, durante o governo FHC.

Da área de Roraima, 46,35% são reservadas aos indígenas. Ali eles somam 46.106, distribuídos em 152 aldeias dos povos Yanomami (15 mil), Macuxi, Wapixana, Wai-Wai, Ingaricó, Taurepang, Waimiri-Atroari e Patamona.

Políticos e arrozeiros queriam a demarcação em área descontínua, "ilhas" onde pudessem permanecer com suas terras (invadidas) e propriedades (ilegais). Três municípios foram criados dentro da reserva indígena: Normandia, Uiramutã e parte de Pacaraima.

Raposa Serra do Sol não é apenas uma selva salpicada de tribos. Ali atuam 251 professores indígenas em 113 escolas de ensino fundamental e três de ensino médio. Os indígenas manejam um rebanho de 27 mil cabeças de gado. Funciona dentro da reserva a Escola Agropecuária de Surumu, que profissionaliza técnicos de nível médio. Conveniados com a Funasa, há 438 Agentes Indígenas de Saúde e 100 indígenas técnicos em microscópio, trabalhando em 187 postos de saúde e 62 laboratórios. Valoriza-se a medicina tradicional indígena.

Dentro do território demarcado, seis rizicultores ocupam 6 mil hectares, com lavouras irrigadas, nas margens dos rios Cotingo, Tacutu e Surumu. Todos grileiros em terras da União. Utilizam agrotóxicos, destroem a mata ciliar, soterram lagoas e igarapés, abrem valas para canalizar a água dos rios às suas lavouras. A mesma água, poluída com agrotóxico e inutilizável para o consumo, retorna ao rio, matando os peixes.

No verão, impedidas de fazer uso da água dos rios, as comunidades indígenas são obrigadas a cavar poços. Com a destruição das lagoas e da mata ciliar, as caças desaparecem. Os vilarejos dentro da reserva dão apoio ao garimpo ilegal e ali circulam bebidas alcoólicas, muitas vezes oferecidas às jovens indígenas.

Os direitos dos povos indígenas estão garantidos pelo artigo 231 da Constituição; este assegura-lhes a posse permanente e o uso exclusivo de suas terras. Uma demarcação fracionada da área favorecerá a invasão de forasteiros, aumentará a incidência de conflitos e porá em risco a sobrevivência de culturas milenares.

Na primeira semana de janeiro de 2004, o Jornal Nacional mostrou a mobilização de arrozeiros e latifundiários interrompendo estradas na tentativa de evitar a homologação de Raposa Serra do Sol. Com o apoio de lideranças indígenas cooptadas, seqüestraram três missionários católicos da Missão Surumu: os padres Ronildo Pinto França, brasileiro; Cézar Avellaneda, colombiano; e o irmão espanhol Juan Carlos Martinez, todos membros do Instituto Missão Consolata.

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, advertiu o governador Flamarion Portela, de Roraima, de que o governo federal tomaria providências para liberar os reféns e desmobilizar o protesto. A Polícia Federal agiu e libertou os seqüestrados.

Eram seis horas da manhã de 23 de novembro de 2004 quando a comunidade Jauari foi despertada por tiros, gritos, roncos de máquinas. Quarenta homens armados mataram galinhas, porcos, cães e deram dois tiros no macuxi Jocivaldo Constantino, um deles na cabeça. De lá, marcharam para destruir as comunidades indígenas Brilho do Sol, Retiro São José e Homologação. Nas quatro aldeias derrubaram, com tratores, 37 casas e incendiaram os escombros, sem poupar a igreja, a escola e o posto de saúde; isolaram as áreas e fecharam as estradas. Ficaram desabrigadas 131 pessoas.

Retroagir a homologação de Raposa Serra do Sol para área não-contínua representa grave precedente jurídico em relação aos demais processos demarcatórios e poderá estimular grileiros e oportunistas a realizarem invasões nos mesmos moldes das que ocorrem em Roraima.

Quanto à Segurança Nacional, lembro que os povos indígenas têm, historicamente, desempenhado papel fundamental na preservação e defesa de nossos atuais limites territoriais. Não são os índios que promovem degradação ambiental, contrabando, garimpagem de minérios preciosos e derrubada de madeiras nobres. A hipótese de se criar uma faixa de 10 a 20 km de largura ao longo de nossas fronteiras abre o risco de atrair intenso movimento migratório de não-índios para a região, causando degradação ambiental e social, desmatamento e contaminação dos rios.

Cabe ao STF fazer cumprir a Constituição, ou seja, confirmar a homologação em área contínua, e, ao governo, deslocar a sede do município de Uiramutã para as margens da rodovia BR-401 (que liga à Guiana); promover a regularização fundiária de Roraima e reassentar os posseiros em áreas definidas pelo Incra, com pagamento das justas indenizações; preservar as atuais rodovias, como bens públicos, para uso de cidadãos indígenas ou não.

Retalhar Raposa Serra do Sol é retalhar a Constituição Brasileira, reforçar a discriminação aos indígenas e premiar o faroeste dos que apóiam os interesses de apenas seis arrozeiros.

Frei Betto é escritor e assessor de movimentos sociais, autor de "A Mosca Azul – reflexão sobre o poder" (Rocco), entre outros livros.

domingo, 1 de junho de 2008

1808, 1822 e os negros - texto do sociólogo Emir Sader

Os negros, primeira geração do proletariado brasileiro, primeira geração de trabalhadores no Brasil, que criaram durante séculos as riquezas apropriadas pela nobreza européia e as elites brancas brasileiras, eram reciclados automaticamente para serem pobres e miseráveis, despossuídos das riquezas que tinham criado. Nesse momento o liberalismo já revelava todos os seus limites, quando conviveu com a escravidão, sem protagonizar a luta pelo seu fim. Leia mais
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